segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Prismas Opostos


Porquê tanto tormento?
Porque me apoquento?
A resposta é do meu conhecimento…
Pois receio nascimento…

Nascimento esse, que podia matar,
Alguém que não quer continuar…
O sangue pára de bombear,
Os pulmões de respirar,
Os ponteiros de rodar
Mas eu começo a fumar…

Tudo gela,
Tudo é paralelo,
Pois vivo num nada
Em que me atropelo…

Desejos para uns,
Desgraça para outros.
Os ideais eram comuns
Apesar de poucos…

Disparei a bala na minha direcção,
Tu sopras a favor dessa indecisão…
E desligo-me, desligo o coração…
Agora, apenas bombeia,
Não existe mais emoção,
Vou seguir a estrada, negando boleia
Apenas acenando a mão…

Quem sabe se não engulo o que escrevo?
Neste momento, acho que é o que devo…
Escrever sem receios nem anseios,
Por uma lua melhor,
Apenas quero uma luz branca,
Neste túnel preto e cinzento
Onde por vezes, farto da vida,
Aguento, espero, aguento… e rebento!

Sem paciência
Mas com consciência,
Deixo a agua correr
Para eu poder viver…

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